Amazon Malaria Initiative

Sobre a AMI

  • ANTECEDENTES
  • PRINCIPAIS LINHAS DE TRABALHO
  • ATIVIDADES ESPECÍFICAS
Um integrante da equipe médica examina um paciente com malária

Lançada em 2001 com o apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), a Iniciativa Amazônica contra a Malária (AMI) é um programa regional implementado na Bacia Amazônica e nos países da América Central que também são membros da Rede Amazônica de Vigilância da Resistência aos Antimaláricos (RAVREDA). Um consórcio de parceiros que inclui os ministérios da Saúde de países participantes e parceiros técnicos coordena esforços através de um modelo de tomada de decisão inovador e colaborativo. A AMI busca prevenir e controlar a malária na Bacia Amazônica e na América Central e levar lições aprendidas e uma rede de contatos para outros países, tanto no âmbito regional como no mundial.

As principais linhas de trabalho são:
  • Monitoramento da eficácia do tratamento antimalárico, vigilância da resistência aos antimaláricos e prevenção do surgimento de resistência aos antimaláricos
  • Acesso a diagnóstico e tratamento
  • Garantia de qualidade e controle de produtos farmacêuticos e outros suprimentos para malária
  • Vigilância vetorial e manejo integrado de vetores
  • Vigilância epidemiológica
  • Fortalecimento de sistemas e da rede de contatos
Dentre as atividades específicas estão:
  • Determinação e monitoramento da eficácia dos medicamentos e implementação de novas políticas de medicamentos antimaláricos embasado em evidências
  • Harmonização de uma política de medicamentos com sub-regiões específicas dos diversos países
  • Criar uma capacidade humana na região com relação a questões ligadas à malária
  • Criar uma capacidade laboratorial descentralizada por meio do uso de minilaboratórios
  • Testar a eficácia e o uso apropriado de novos métodos seletivos de diagnóstico rápido
  • Implementar um controle vetorial integrado por meio de uma aplicação de controle seletivo
  • Fazer frente ao controle de qualidade dos medicamentos fortalecendo os sistemas de manejo farmacêutico atuais dos países
  • Aumentar o conhecimento em grupos-alvo sobre as linhas de intervenções e melhores práticas da AMI
Por que a malária?

Em 2012, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) registrou 469,378 casos de malária nas Américas, 60% menos do que o número registrado em 2000. A taxa de mortalidade sofreu uma queda de 72% no mesmo período.

A Malária é endêmica em 21 países das Américas. Os países na região amazônica arcaram com 89% da carga total da doença em todo o continente em 2008. Dentre os países da região amazônica, o Brasil tem a maior proporção de casos da doença com 315.553 casos registrados em 2008 e 56% do total de casos nas Américas. (Fonte de dados: OPAS. 2008. Relatório sobre a Situação da Malária nas Américas, páginas 7 e 13. Acessado em 24 de junho de 2010.)

A malária é causada por parasitas do gênero Plasmodium e é transmitida por um mosquito vetor do gênero Anopheles. Existem entre 30 e 40 espécies de mosquitos que podem transmitir a doença. Essas espécies variam em seu hábitat de reprodução preferido, mas a maioria delas se alimenta fora das horas diurnas. Esse comportamento explica a eficácia de mosquiteiros para prevenir a propagação da infecção.

Última atualização em: 7/1/2016